CHAPPIE, 2015



O diretor do fantástico Distrito 9, Neil Bloomkamp, assina essa emocionante história que trata de relações humanas, inveja e originalidade. Um filme inesquecível, com um elenco improvável e perfeito.


Numa época hipotética, a policia de Joanesburgo é formada em grande parte por robôs. A força humana existe, mas é em menor escala. Com a criminalidade caindo, o sucesso dos robôs e a aceitação por parte da população é nítida. Numa incursão para prender criminosos, um robô é surpreendido com um tiro de bazuca e é levado para a sucataria, afim de ser consertado. Após ser examinado por seu criador, Deon Wilson ( Dev Patel, excelente ), ele afirma que a bateria da máquina, devido ao ferimento, acaba se fundindo com o peito do robô, sem a possibilidade de troca. Sendo assim, duraria alguns dias apenas. Sem chances de voltar a ativa, ele é encaminhado para ser destruído.


Ao chegar em casa, Deon volta a trabalhar num experimento muito especial: ele quer criar um robô com consciência, que pense e aja por instinto próprio. Dá trabalho mas ele acaba conseguindo. Ao levar a notícia para a dona da empresa, Michelle Bradley ( Sigourney Weaver ), ela acaba rechaçando um teste e pede para que ele não leve adiante. Um robô que pense por si não seria uma boa ideia. Frustrado, ele passa por cima da autoridade dela e acaba levando o robô com defeito para casa.


No meio do caminho ele é abordado por um grupo de criminosos com uma ideia, no mínimo inusitada: eles querem que os robôs sejam desligados para cometerem um crime para quitarem uma dívida com um chefão do crime. Ninja ( Watkin Tudor Jones ) Amerika ( Jose Pablo Cantillo ) e Yolandi Visser ( Yo-Landi ) acabam interceptando e levando Deon e o robô para seu esconderijo. Lá chegando, o criador convence o grupo de que pode religar o robô e que ele faria o que eles quisessem, mas ele teria que participar dos primeiros dias de vida da experiencia. Assim nasce Chappie.


No início, sua mente funciona como a de um recém nascido.  Há a necessidade de ter uma atenção especial para sua formação, primeiras palavras e etc. Como Ninja quer o robô para praticar delitos, Deon convence Chappie a prometer jamais participar de crimes e nada contra a lei. Mas Ninja insiste com Chappie dizendo que conseguirá um corpo novo para ele, mas precisa de dinheiro. E dinheiro, só praticando assaltos. Ele aceita fazer para comprar um corpo novo, mas não é tão simples assim. 


No meio disso tudo, o invejoso Vincent Moore ( Hugh Jackman ), concorrente de Chappie na mesma empresa, descobre os planos de Deon e planeja destruí-lo. Para isso, precisa de um chip que está preso no corpo do robô. Amparado pela dona da empresa, quando os robôs policiais começam a falhar, ele coloca em prática sua criação, um robô bélico e com um  poder de fogo inigualável.


O filme é muito doido! E muito bom! Impossível não se emocionar com todo o elenco. Até mesmo quem não possui muita experiencia em atuações, no caso dos músicos Yo-Landi e Ninja, não deixam nada a desejar em comparação a Dev Patel, por exemplo. Hugh Jackman, diferente do usual, encarna um vilão asqueroso e invejoso. Dá vontade de entrar no filme e dar seis tapas na cara desse ordinário. A voz de Chappie ficou a cargo de Sharito Copley, que já havia trabalhado com diretor em Distrito 9. Imperdível!
















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