SHIMMER LAKE, 2017



Shimmer Lake é o primeiro filme do diretor Oren Uziel. Não é uma história original, mas está entre as grandes estreias que já vi. Se conseguir manter essa pegada, o diretor tem tudo para escrever seu nome na história do cinema. Assim rapidamente, me lembro da arrebatadora estreia de Tarantino, Robert Rodriguez e M. Night Shyamalan. O filme também lembra o segundo trabalho do diretor Christopher Nolan, Amnesia.


O xerife de uma pequena cidade Zeke Sikes ( Benjamin Walker ) investiga um assalto a banco com três suspeitos. Um ex-presidiário chamado Ed Burton ( Wyatt Russel ), o idiota da cidade Chris Morrow ( Mark Rendall ) e seu irmão Andy Sikes ( Rainn Wilson ). Os três estão arrolados numa trama de roubo, extorsão e assassinato.


No decorrer da investigação, Zeke tem a ajuda de dois agentes do terceiro escalão do FBI, pois o banco assaltado era federal, portanto a ajuda é quase obrigatória. Mas os agentes mesmos se auto intitulam abaixo de todos os agentes, e ficarão apenas ajudando no que for necessário. Bem diferente de outros filmes em que os agentes rapidamente assumem as investigações.


Como a cidade é pequena, as investigações ficam pela vizinhança mesmo. Num tom despreocupado, o xerife terá que lidar com problemas do passado também, como um acidente num laboratório de drogas que matou Ed Jr., filho de Ed Burton, então com cinco anos e um grande trauma para a cidade. Além de fantasmas do passado, sua cunhada liga diariamente para saber do paradeiro do foragido Andy.


Como qualquer filme que se passa em cidade pequena, tudo é virado ao avesso. Segredos são desvendados, relacionamentos não convencionais são postos na mesa e percebemos que, assim como na vida, ninguém é o que parece. O diretor utiliza algo incrível, que quando é bem feito fica muito bom: o filme é contado de trás pra frente. A mesma artimanha utilizada por Nolan em Amnesia, é usada aqui com maestria.


RR








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