IMPLACÁVEL, 2019



Os ingleses, geralmente, fazem uns filmes com histórias diferentes, reparem só. A fotografia é sempre num clima nublado, difícil ter sol. E quando seus filmes têm uma abordagem violenta, na maioria dos casos temos um desfile de braços quebrados, pernas e etc. Nesse caso aqui não foi diferente. Implacável ( Netflix ) apresenta a mesma receita, com uma diferença; tem roteiro.


Cain Burgess ( Scott Adkins ) é um lutador de boxe. Seu irmão, Lincoln ( Craig Fairbrass ) um agiota, arruma uma luta para que ele perca. Num misto de falta de sorte com orgulho, ele acaba nocauteando o oponente ( já vimos isso antes, não? ) e fazendo seu irmão e seus amigos perderem uma grande quantidade de dinheiro. 


Como Cain não herdou os "genes" do irmão para o crime, ele pede dinheiro emprestado a Lincoln para abrir uma academia. Seu irmão, inicialmente, o lembra dos prejuízos causados pela perda da luta, e diz que só emprestaria o dinheiro se ele fizesse um pequeno favor. Roubar um envelope de uma senhora e devolver pra ele. Por mais relutante que tenha ficado no início, ele acaba topando.


Ao roubar o envelope da senhora, inicia-se uma perseguição. Ela correndo atrás dele e ele pedindo pra ela parar. Em um certo momento ele solta a bolsa dela no chão, mas ela continua, pois o interesse era o envelope pra ela também. Durante o trajeto, ela é atropelada. Assustado, ele para para ver, mas a polícia chega e o prende. Durante  o interrogatório, ele é forçado a entregar o irmão, mas não o faz.


Apesar de não ter antecedentes, Cain é largado em uma das prisões mais violentas da Inglaterra. Durante sua estadia ele apanha, é esfaqueado diversas vezes e perde a maioria dos dentes. Com o afastamento do irmão, ele se isola na prisão, buscando sobreviver dos constantes ataques. Até que um dia ele tem a oportunidade de fugir e executar seu plano de vingança.


Scott Adkins é praticamente um veterano. Com quase quarenta filmes no currículo, em sua maioria de artes marciais, participou também de Doutor Estranho, O Ultimato Bourne, Os Mercenários, A Pantera cor de Rosa entre outros. 


Não existe um trabalho de interpretação aqui, né? A porrada come durante uma hora e meia, ou seja, praticamente o filme inteiro. As lutas são cruas, com socos secos. Não tem aquela coreografia dos filmes de lutas marciais japoneses ou chineses. Aqui é a covardia típica do ocidente, mané! Soco na garganta, napalm no rosto, tiro de escopeta no joelho, facadas, cadeiradas e toda sorte de objetos que estejam perto.


Pra quem gosta de filme de lutas, é um prato cheio.

RR




   


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