WAR MACHINE, 2017



Brad Pitt tem crédito? Tem sim. Além de excelente ator, tem uma produtora de respeito, a Plan B. Um ator e produtor muito atuante. É difícil não termos um filme dele por ano, por exemplo. Justamente por conta disso, é difícil manter a qualidade. E esse aqui não está a altura da carreira do ator.


Vamos começar com uma observação: War Machine queria ser um filme de comédia, mas não conseguiu. Tentou ser um filme de guerra, mas não existe muita ação no filme. Então sobrou no roteiro as críticas sobre as guerras que o USA faz parte, financia e treina. Essa guerra específica, é a invasão do Afeganistão. Com a invasão já no fim, relata os últimos dias dos americanos no local.


Perto de terminar a guerra, é chamado para colocar "ordem na casa" o general quatro estrelas Glen MacMahon. O filme é baseado no livro de não ficção The Operators, de Michael Hastings, repórter da BuzzFeed e da revista Roling Stone. Com sua tropa de confiança, o general se cerca dos melhores soldados, que dariam a vida pelo general MacMahon, também conhecido por Glanimal ou Big Glen. 


Brad Pitt nos entrega uma performance espetacular, num filme que não acompanhou o seu talento na interpretação do personagem. O general dorme quatro horas por noite e se alimenta uma única vez ao dia. É o típico general americano, anda todo duro, e tem a fala ríspida com todos. Impagável as cenas dele fazendo sua corrida matinal, correndo com os braços enrijecidos e a perna arcada. IMPAGÁVEL.


O elenco de apoio é muito bom. Temos atores veteranos como Ben Kingsley, Alan Ruck, Anthony Michael Hall, Grifin Dunne, Meg Tilly, e novatos como Will Poulter e Topher Grace. No fim do filme ainda temos uma aparição hilária de Russel Crowe. Imperdível. Um filme curto, então o sofrimento é menor. Para os amentes de histórias sobre guerra. 

RR



















Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

BELAS DO CINEMA, ANOS 70/80

OURO E COBIÇA, 2016

LINHA DE AÇÃO ( BROKEN CITY ), 2013