UM DIA PERFEITO, 2015

Aí sim! Filmaço! O diretor Fernando Leon de Aranoa nos trás esse belíssimo trabalho com os atores Tim Robbins,Benicio Del Toro, Olga Kurylenko, Mèlannie Thierry e Feda Stukan. Um filme sensível, divertido e surpreendente. Não deixe de assistir. 



Fernando Léon de Aranoa é um diretor e escritor espanhol, responsável também pelo longa Escobar, com Javier Barden e Penélope Cruz. Dotado de uma sensibilidade ímpar, acredito que os espanhóis são muito diferente ao contarem histórias com teor mais humano, tal qual Almodovar, Alejandro Amenábar, só pra citar alguns.

DAMIR, KATYA, B, SOPHIE E MAMBRÚ

Um Dia Perfeito conta a história de um grupo de ajuda humanitária, que fica incumbido de tirar um corpo de um homem no poço que abastece a água da cidade de um pequeno vilarejo Bálcãs. Como o corpo já está há  algum tempo no local, há a necessidade urgente que se tire em, até, 24 horas, pois o corpo depois de um momento começa se decompor, contaminando o poço, que terá que ser selado.

NIKOLAS E MAMBRÚ

A equipe é formada por Mambrú ( Del Toro ), B ( Tim Robbins ) Sophie ( Mèlannie Thierry ), Damir ( Feda Stukan, excelente ) e recém chegada Katya ( Olga Kurylenko ), que, no passado, teve um romance com Mambrú. Na chegada ao local, ao puxarem o corpo do homem ( "fat fuck", como dizem todos ) a corda arrebenta, fazendo com que o corpo retorne ao mesmo local. Sem corda, a única chance é tentar comprar novas cordas num pequeno vilarejo.

MAMBRÚ E KATYA

O roteiro é esperto, engraçado e eficiente. Vendo esse tipo de filme, vejo como algo simples pode se tornar grandioso. Em todos os aspectos. Me apresentou um ator muito engraçado, o Bósnio Feda Stukan. Ele faz uma dupla com Tim Robbins de tirar o chapéu. Os diálogos trocados por eles, são de uma simplicidade sem fim. E muito engraçado, algumas vezes até absurdo.

DAMIR E B

Del Toro, um dos meus atores favoritos, nos brinda com uma interpretação forte como Mambrú. Sua performance está entre o sensível e o prestes a estourar, presenciando os horrores da guerra e a triste visão de pessoas que, ao invés de ajudarem, buscam lucros miúdos de famílias que nada tem. Arrisco dizer que, em termos de simplicidade e argumento, é o melhor filme que vi esse ano. E o final, além de surpreendente, mostra mais um dia de comum na vida de pessoas que vivem e morrem na guerra. 


RR









































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