ROMAN POLANSKI - A FILM MEMOIR, 2018
O premiado e admirado diretor polonês Roman Polanski teve a vida cercada de tragédias particulares. Começando pela sua infância, passando pela adolescência, até a vida adulta. Nesse documentário, sua vida é passada a limpo em cerca de uma e meia de um filme-entrevista, idealizado pelo seu amigo Andrew Brausnberg.
BRAUNSBERG
Andrew Brausnberg conduz uma entrevista com o diretor, fazendo com que ele retorne a sua infância, marcada pela passagem por alguns campos de concentração na Polônia de 1939. Roman vivia com sua família formada pelo seu pai, sua mãe e sua irmã por parte de mãe. No começo, aos seis anos, passou por horrores visuais enquanto a Polônia era devastada pelo ódio nazista. O cineasta conta, em detalhes, como conseguiu sobreviver a uma das maiores atrocidades da história do mundo.
ROMAN
Seria um período de amadurecimento para o cineasta, mesmo sem ele saber. Foi uma época em que perdeu seus primeiros amigos de infância. Como o cineasta mesmo nos conta, ele "aprendeu muita coisa com diversos amigos do gueto". Mas os horrores da guerra também ( e principalmente ) vitimava crianças. Sem contar a perda da mãe e a necessidade de ele ficar com outra família numa parte mais " segura", por assim dizer. Por isso o abandono pelo pai, que se transformava numa agonia, pois ninguém tinha notícias de ninguém.
ROMAN
Ele aborda também seu primeiro contato com o mundo do cinema, especialmente o alemão. Na Polônia invadida, os cinemas ainda funcionavam e eram muito baratos, pois quase ninguém tinha dinheiro. havia um slogan especialmente para os amantes da sétima arte: "Só os porcos vão ao cinema". Tudo que Roman se lembra, é que passavam filmes alemães e filmes de propaganda nazista. Tudo muito ruim, de acordo com ele próprio.
ROMAN E SHARON
O cineasta aborda também o assassinato da sua então esposa grávida Sharon Tate pela gangue de fanáticos do guru Charles Manson. Ele detalha o que sabe, já que não estava lá, e caracteriza o acontecimento como uma macabra e triste versão de "estar no lugar errado na hora errada". E também a perseguição por parte da imprensa que teimava em ligá-lo aos crimes, já que o diretor havia filmado O Bebê de Rosemary, e tinha outros filmes perturbadores em seu currículo.
ROMAN E SHARON
Finalmente entendemos sua prisão nos Estados Unidos por ter feito sexo com uma menor de idade. O diretor relembra que havia convidado essa modelo para um ensaio fotográfico, com o consentimento da mãe, e confessa ter tido um comportamento inapropriado. Mas tudo com o consentimento da família da vítima e da vítima. Seria mais um escândalo para os paparazzis da época, que acampavam em frente a sua casa. Ele conta em detalhes, a arbitrariedade da prisão ( sem dia para ir embora ) e conta que não pagou a fiança por ela ter sido estabelecida. Na primeira oportunidade, voou pra longe dos EUA, e estabeleceu residência, inicialmente, em Paris.
EMANUELLE E ROMAN
Os filmes do diretor ficam num plano diferente nesse documentário. Ele fica como parte da memória do diretor. Desde o seu primeiro curta metragem, todos os seus filmes tem algo que remete a sua infância ou a sua vida. Seu curta metragem de um homem se aproximando de uma casa na neve, é sobre uma alucinação que teve, achando que seu pai retornaria pra casa. O homem de Lua de Fel, um escritor que tenta uma nova inspiração em Paris e etc. Todos os filmes tem algo seu, único. O Pianista faz uma claríssima referência ao que ele passou nos campos de concentração com seus familiares.
EMANUELLE, ROMAN E SEUS FILHOS
Um documentário, não só para os amantes de cinema, mas para pessoas que admiram histórias reais de sobrevivência. Um homem que tinha tudo para sucumbir diante da mídia que o perseguia, mas fez questão de não apenas sobreviver, mas de se reinventar a cada tragédia passada por ele.








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