CAÇA AS BRUXAS? ENTENDA O CASO DE KEVIN SPACEY
De uns tempos pra cá, estamos sendo invadidos por relatos de denúncias de abuso sexual em todo o globo terrestre. Hoje, vamos procurar entender melhor o que está acontecendo com o ator Kevin Spacey, ganhador de dois Oscar.
O suposto abuso, foi denunciado por Heather Unruh, âncora de um jornal americano. Teria acontecido com seu filho, de 18 anos. De acordo com Heather, o abuso aconteceu em 2016. Pelas leis americanas, a pessoa só pode comprar bebidas a partir dos 21 anos. Como ele era menor, pediu a Spacey que comprasse pra ele. Depois de alguns drinques, o ator teria colocado a mão por dentro da calça do garoto. O garoto, assustado, tentou sair, mas teria sido contido pelo ator. Aproveitando que Spacey havia ido ao banheiro, o garoto fugiu pra casa. O menino, á época, não quis prestar queixas. Teria inclusive ligado para o xerife do condado de Nantucket para relatar o caso.
Depois da denúncia, em dezembro de 2017, apareceram mais casos envolvendo o ator. E casos de muitos anos atrás. Anthony Rapp o acusou de abuso numa festa, em 1986. Segundo relatos do próprio Rapp, Spacey teria deitado na cama com ele, tentando seduzi-lo quando o ator tinha 14 anos de idade. Ao saber das acusações, Spacey disse não se lembrar, mas pediu desculpas pelo que chama de "comportamento profundamente inapropriado".
Inclusive, na mesma época, o ator resolveu a mídia em torno da sua vida, para se declarar gay, o que, naquele momento, foi visto como um certo oportunismo por grande parte da mídia que cobria o assunto. Mas de acordo o editor da revista Gay Times, Josh Rivers, ele "só não é absolvido por ter se declarado gay".
Mas alguma dúzia de denúncias, que incluem até o ex-genro do rei da Noruega, foram fortemente ventiladas a exaustão. Muitas delas não poderiam ser formalizadas por estarem fora do prazo que valida esse tipo de crime, que são dez anos após os atos. O ator, enquanto diretor da cia de teatro Old Vic, parece que colecionou inimigos por lá. Com uma investigação interna, o teatro contou com cerca de vinte testemunhos que comprovam o comportamento inadequado do ator. O ator também teria assediado colegas de trabalho da série House of Cards, da qual foi demitido e seu personagem morto.
Spacey perdeu o emprego na série, viu filmes prontos sofrerem boicote antes mesmo de o julgarem culpado ou não. Também foi tirado de uma produção da Netflix ( que detém os direitos de House of Cards ) e para seu posto foi chamado o ator Christopher Plummer. Parte dessa massificação em torno do seu nome, vem da hashtag #meetoo, um movimento de apoio as pessoas que sofrem de assédios, estupros e qualquer forma de invasão aos seus corpos.
A ideia é boa, óbvio. Um movimento que dá suporte e denuncia agressões e assédios. Só que estão criando um monstro. Pessoas ( como Spacey ) estão perdendo seus empregos por conta de denúncias apenas, e não por fatos comprovados. Acho válido que se vá a julgamento e descubram o culpado, seja pelo assédio, seja pelo motivo de espalharem boatos infundados, afim de obter uma vantagem financeira. Mulheres unidas, sim! Mas não cegas, a ponto de defender uma denúncia sem julgamento.
No dia 3 de junho de 2019, Spacey apareceu de surpresa na audiência preliminar do julgamento, no caso do menor de idade, filho da âncora de TV. No local, Spacey alegou inocência. Também teria dito que o menino teria mentido a idade, o que foi confirmado pelo rapaz, com o propósito de ingerir bebidas alcoólicas. O advogado do ator, inclusive, pediu perícia no celular do autor da denúncia pois o mesmo tem "provas circunstanciais da inocência do ator". O autor da denúncia teria inclusive alterado prints de conversas com provas de que o relacionamento tenha sido consensual.
Enquanto não é julgado, Spacey segue sem trabalhar. No ano passado, estreou Billionaire Boys Club. No fim de semana, o filme teve uma bilheteria de seiscentos e dezoito dólares. O estúdio Vertical, que distribuiu o filme, defende o longa. Em matéria para o site do G1, ele "espera que as acusações angustiantes relacionadas a alguém que faz um papel coadjuvante no filme, que não era de conhecimento de ninguém quando as filmagens se iniciaram há cerca de dois anos, não atrapalhe o lançamento do filme".
Ou seja, a produtora investiu tempo, dinheiro e paciência num filme que já sofreu boicote e, nem sonhando, vai se pagar. Resumindo: NINGUÉM verá o filme por conta de boicotes, quando ainda não há condenação.
Espero que tudo se resolva em breve e o (s) culpado (s) seja (m) devidamente punido (s). Também espero que as pessoas de qualquer movimento, investigue, julgue e puna antes de sair vomitando acusações em cima de acusações, sem nenhum tipo de prova, apenas com a palavra da "vítima". Se levar em conta a palavra da vítima acusando, porque também não dar crédito para o acusado?
RR








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