BIOGRAFIA RESUMIDA, PARTE 01


Tu imagina ganhar o Oscar? Além do prêmio, a possibilidade de ganhar trabalhos novos deve ser infinita, não? Fora que a visibilidade é muito maior, ganha um alcance mundial. Mas existem casos em que isso não adiantou em nada. Como dizem, o Oscar não é parâmetro pra muita coisa não. Ou as pessoas tem a oportunidade de crescimento na indústria e desperdiçam? Vou citar alguns exemplos pra vocês.


ROBERTO BENIGNI


Roberto Benigni é um ator e diretor italiano. Sua filmografia é extensa. Foi o ganhador do Oscar como ator e diretor pelo filme "A vida é bela" de 1997. Merecendo ou não, é um filme que tem suas qualidades. Uma tragicomédia, conta a história de um homem lutando para distrair o filho da situação em que se encontram: um campo de concentração nazista. O filme é muito engraçado e MUITO triste. 



Sua interpretação é como em todos os seus filmes. A mudança de humor com o decorrer da história, é inevitável. Sua mulher, a também atriz Nicoletta Braschi, divide mais uma vez a cena com ele. Acho um bom filme. 

Tem um outro filme dele chamado "O Monstro" de 1994. Eu via sempre nos corujões da vida. Um humor espalhafatoso, com uso da linguagem corporal. Na trama ele é confundido com um estuprador que está aterrorizando a cidade. O humor chega a SER ABSURDO. A cena em que ele está aprendendo a falar chinês me faz rir sempre, não importa quantas vezes eu veja. 



Logo após o Oscar de A vida... apareceu em Asterix e Obelix. Fez ainda sua versão de Pinóquio que foi o grande vencedor do Framboesa de ouro. E só. Querendo ou não, está com o nome cravado na história do cinema. Amado ou odiado. 





KEVIN COSTNER


Kevin Costner foi um dos maiores atores da década de 90.A lista é grande: Guarda Costas, Silverado, O Campo dos sonhos, Sem Saída, Os Intocáveis,  JFK,  Robin Hood, Um mundo Perfeito, entre tantos. Além de atuar, ainda dirigiu o grande sucesso de crítica: Dança com Lobos. 



Na verdade,sua estréia na direção lhe rendeu 12 indicações ao Oscar na qual levou sete. Incluindo diretor (Costner) e melhor filme. A película conta a história de John Dunbar, um oficial do exército americano herói, que escolhe um longínquo lugar para servir. Nesse local, se aproxima de índios da tribo Siuox. Por um bom momento, parece um filme mudo, dado a sua atuação junto a um lobo ou  aos índios, apenas se comunicando por gestos ou desenhos. Um filme belíssimo com uma história que só poderia ser contada, com a riqueza de detalhes, em seus longos 180 minutos. 




Depois desse filme, meu amigo, a coisa foi pro brejo. Inventou uns filmes muito RUINS como O Mensageiro e Waterworld que afundaram em bilheterias pífias, com atuações e roteiros duvidosos. Gastou muito mais que arrecadou. Fracasso de tudo: crítica e bilheteria. Nos últimos anos, aparece uma vez ou outra em filmes, mas não com a mesma frequência e qualidade de outrora.






JOE PESCI


Joseph "Joe" Pesci é um ator muito carismático. Com uma voz fina e meio rouca, ele sempre tem um tom engraçado, por mais sério que pareça. Vale lembrar a histórica cena de "Os Bons Companheiros", de 1990, na qual questiona Ray Liotta que afirmava que ele, Pesci, era muito engraçado para contar uma história. Pesci fica sério e vira o jogo: "como assim, engraçado? Você acha que eu sou um palhaço, é isso? Que estou aqui para diverti-lo?" Quem viu o filme, sabe o que acontece.



Apesar de medir 1,63 ele pode ser muito assustador. Em Casino, numa cena em que De Niro, é desrespeitado por um cara num restaurante, ele enfia um lápis diversas vezes na garganta do homem, deixando-o morrer ali mesmo. Nos filmes de Scorsese (parceria de quatro filmes) ele sempre interpreta um vilão. Um cara que as pessoas não levam muita fé, pelo tamanho.



Apesar de termos o conhecido como vilão, por assim dizer, ele já fez papéis de comédia muito engraçados. Participou de três dos quatro filmes da série Máquina Mortífera" como Leo Getz, um criminoso sob proteção da polícia por desviar dinheiro de um mafioso. teve também destaque como o vilão de "Esqueceram de Mim 1 e 2" junto com Daniel Stern. Num humor mais pastelão, fez a alegria da garotada com seu vilão afetado, que só se dá mal.



Esteve ao lado de Robert De Niro sete vezes. Touro Indomável (indicado ao Oscar de coadjuvante), Era Uma Vez na América, Os Bons Companheiros (vencedor do Oscar de coadjuvante), Casino,Desafio no Bronx, O Bom Pastor e The Irishman. A química entre eles é impressionante. Com Scorsese foram quatro parcerias (Casino, Os Bons Companheiros, Touro Indomável e The Irishman). Também esteve ao lado de Richard Donner em três participações na série "Máquina Mortífera".



No fima da década de noventa, anunciou sua aposentadoria das telas grandes. A ideia era ficar distante das câmeras,  e investir numa carreira musical. Retornou em 2006 quando De Niro, como diretor, o chamou para fazer uma participação em "O Bom Pastor". A partir daí, fez mais dois filmes, The Irishman e Love Ranch.


Abaixo, no link, temos alguns momentos do ator em Casino. Um excelente filme.


RR

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