ALFRED HITCHCOCK E PSICOSE





Sir Alfred Hitchcock teve uma contribuição estupenda para o cinema no mundo. Não somente pelo seu estilo único, mas por como suas tramas de suspense se desenvolviam. Usava de artifícios para interagir com o espectador, além de aparecer em quase todos os filmes, tal qual Stan Lee, só que sem falas, apenas sua obtusa figura, inesquecível. Dezenas de filmes do diretor estão cravados no imaginário dos amantes da sétima artes, mas hoje vou escrever sobre um em particular, que é o meu preferido: Psicose, de 1960.




Toda lenda é cercada de histórias. E com Psicose não poderia ser diferente. A começar sobre como ele comprou os direitos do livro de mesmo nome, de Robert Bloch. O livro, levemente inspirado no assassino Ed Gein ( https://pt.wikipedia.org/wiki/Ed_Gein ) um psicopata americano da década de cinquenta. Hitchcock, usando um intermediário, comprou os direitos do livro por onze mil dólares. Reza a lenda que o diretor, temendo um vazamento de informações pelo final surpreendente, comprou todas as edições do livro disponíveis no mercado.




Marion Crane ( Janet Leigh ) pega cerca de quarenta mil dólares da imobiliária em que trabalha, em Phoenix, Arizona. O destino do dinheiro seria um depósito para a empresa, só que Marion pega o dinheiro afim de dá-lo ao seu amante, um homem cheio de dívidas. Como era sexta-feira, os funcionários do escritório só sentiriam falta dela na segunda, o que dá bastante tempo para ela fugir. Marion então sai dirigindo pela estrada, até parar no Bates Motel, um motel bem sinistro e sem hóspedes.




Lá chegando, ela é recebida pelo solitário Norman Bates ( Anthony Perkins ) que lhe arruma um quarto. Convidada por Norman para comerem uns sanduíches em sua casa, Marion aceita, mas a mãe de Norman não aprova a ida dela até sua casa. reservados, eles lancham numa saleta.




Após o misterioso desaparecimento da irmã Marion, Lila Crane ( Vera Miles ) junto com o namorado de Marion, Sam Loomis ( John Gavin ) e o detetive Arborgast ( Martin Balsam ), tentam desesperadamente pistas sobre onde encontrá-la. E nada mais pode ser dito ou escrito. Eu sei que é um filme de 1960 e mais de um terço da população da terra já viu, mas não serei eu a estragar um belíssimo filme fornecendo spoiler. 




O marketing em torno do filme Psicose é brilhante. No lançamento do filme, Hitchcock proibiu a entrada de pessoas atrasadas. Quando o filme começava, era proibido entrar. Ou estava na hora, ou esperava a próxima sessão. Em alguns cinemas, o diretor gravou uma série de áudios que ficava tocando incessantemente pelo local. No áudio, ele ficava repetindo frases do tipo: " meu deus, olhem quanto sangue" ou " meu deus o que foi que você fez" para aguçar a curiosidade do espectador. inovador, ele tinha a receita para um filme dar certo. "Matem a personagem principal logo no início do filme, ninguém espera por isso". O filme custou oitocentos mil dólares e rendeu sessenta milhões ao redor do globo terrestre. Nada mal, né?





Anthony Perkins é o que podemos chamar de um ator com um único papel. Mesmo com uma vasta filmografia, o ator não interpretou Norman: ele transformou-se em Norman. Em 2003 seu Norman foi considerado o segundo maior vilão da história do cinema. Imortalizou inclusive a frase " o melhor amigo de um menino é a sua mãe", que foi eleita como uma das citações do cinema. Muito tímido, bissexual assumido, teve seu primeiro relacionamento heterossexual com uma atriz, aos 39 anos, com a qual trabalhava. O ator ainda casou com Bery Berenson, uma bailarina. Com ela, teve dois filhos. O ator ainda incorporou Norman em mais três sequências. Faleceu em 1992, em decorrência de complicações causadas pelo vírus da aids. 

RR














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