TUMBA ABERTA, 2013




Homem acorda sem memória no meio de uma cova a céu aberto com dezenas de cadáveres. Do nada, uma mulher joga uma corda e ele consegue sair. Se vê no meio de uma floresta e avista uma casa. Ao entrar, encontra pessoas passando pela mesma situação que ele. Todos desconfiados, tentam lembrar de quem são e, de fato, entender o propósito de todo mundo ali. A única que já estava na casa quando eles acordaram é uja moça aparentemente japonesa e muda (Josie Ho).



O diretor Gonzalo López-Gallego não passa vergonha nesse filme de vírus, pós apocalipse e etc. Amparado por um elenco habilidoso, o diretor conta uma história que te prende pra entender o que estaria acontecendo. Aos poucos, os atores vão recobrando as lembranças, e começam a ter aquela sensação de já se conhecerem. O problema é que, tanto na casa, como pichado nas ruas, existe algo indicando o dia 18. Algo como se fosse o dia "d". Do que, eles não sabem.



O filme prega bons sustos e sustenta um ambiente de suspense na medida certa, sem ser caricato. A história se desenrola em poucos cenários, o que dá a sensação de mal estar, de estar preso num lugar, sem ter como sair. Ao mesmo tempo, espalhados pelo local, corpos pendurados em árvores, ou locais estratégicos.



Destaque para Sharlto Copley (Jonah Cooke), Thomas Kretschmann (Lukas) e Erin Richards (Sharon), o triângulo crucial do filme. Com uma câmera ágil, o diretor não deixa percebermos o tempo passar. Seus cento e dois minutos passam batidos em meio aos sustos e reviravoltas da trama. Gostei. 

RR


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