POLAR, 2019
Ex-assassino aposentado é forçado a voltar a ativa pelo seu antigo patrão. Familiar? Sim, é. Não existe mais uma trama original. Bem pouco provável. O cinema não tem mais uma história original, né? "Nada se cria, tudo se copia", já dizia o Chacrinha. O problema não é quando copiamos, é quando fazemos exatamente igual as outras vezes.
Baseado numa história em quadrinhos sob o mesmo nome, a premissa de "Polar", de 2019, é aquela velha mesmo. Mads Mikkelsen, no filme conhecido como "Kaiser Negro", é chamado para um último trabalho pelo seu antigo empregador Sr Blut (Matt Lucas). Na verdade se trata de uma armadilha para que o Kaiser morra e o chefe fique com um seguro em nome do assassino. Não só ele, como todos os agentes aposentados estão sendo assassinados pelo golpe do seguro.
Já aposentado, o Kaiser vive tranquilamente em seu retiro típico de filmes de ação: muita neve, floresta e silêncio. No lugar, conhece uma vizinha, Camille (Vanessa Hudgens) que mora sozinha. Como os dois estão sozinhos, acabam se envolvendo. Pelo menos, dessa vez o filme não foi um clichê, não acontece um romance entre eles. Ela confessa um trauma de infância que a fez ficar um pouco mais reclusa, sem se abrir com as pessoas. Ele, pela profissão, também não é de muito papo. Então temos a mulher indefesa, o assassino que se mostra com um coração (novidade, né?) e um vilão histriônico, caricato. Mas não é caricato de bom não, tá? Ele é ruim mesmo. Na verdade, como seus movimentos são definidos pelo roteiro, nenhum movimento dele é extraordinário. Bem meia boca, com todo respeito. Matt Lucas deixa muito a desejar, com um papel brilhante nas mãos.
Na verdade a culpa não é exclusivamente dele. Todo o elenco de apoio é bem fraco. Temos muitos candidatos a vilão, sem um que se destaca. nem as cenas de morte arquitetadas por eles, fazem efeito. Soa forçado, atuação pura, sem ser natural. Sabe um monte de gente querendo aparecer? É mais ou menos isso.
As cenas de tiroteio e luta protagonizadas pelo Kaiser são boas. Única coisa que vale a pena do filme. Ele está bem a vontade no papel com poucos diálogos. Seus movimentos são críveis e ele passa segurança. Gosto desse ator, famoso atualmente como Dr. Hanibal Lecter, mas eu o conhecia desde Cassino Royale, em que faz o vilão do filme. Muito bom, por sinal.
Como eu disse no começo, o filme é rigorosamente igual aos outros do gênero. Se vale a pena? Acredito que tenha um público alvo, claro. Pra não dizer que só falei mal, tem a cena de tortura também. Dá um certo nervoso sim. E o Kaiser é muito bom. Pode não sustentar o filme, mas não passamos raiva. Nem quando ele luta, pelado, na neve.
RR





Vi. Foda!!!
ResponderExcluirUm bom filme sim....
Excluir
ResponderExcluirNUNCA!!!
Me recuso!
Só existe UMA Luta Pelada Digna na História Cinematográfica:
Viggo Mortensen em
Senhores do Crime!!!
Filme que, inclusive, A M O !!!