NOITE DE LOBOS, 2018


Após o sumiço de seu filho, Medora Sloane (Riley Keough) chama o escritor Russel Core (Jeffrey Wright), especialista em lobos, para tentar entender o que aconteceu. Enquanto busca soluções para o ocorrido, ela aguarda o retorno do marido Vernon Sloane (Alexander Skasgard) da guerra do Iraque, já avisado sobre o filho. 



Cheio de personagens misteriosos, no filme permeia uma penumbra de mistério. Seja em torno do sumiço do filho, ou em torno da figura do casal Sloane. O marido, combatente no Iraque, ganha seu passaporte de volta quando flagra um soldado estuprando uma iraquiana. Vernon esfaqueia o soldado, que cai agonizando, e dá a faca para a mulher, aparentemente para terminar o serviço. Ao sair, é atingido por um tiro, e levado de volta pra casa.



Enquanto isso, em casa, sua mulher aparece nua e com uma máscara bizarra tentando seduzir o escritor, que se desvencilha. Pela manhã, o Russel inicia sua busca pelo garoto. Ao sair, se depara com uma velha senhora alertando sobre o local, pedindo para que fosse embora. Sem dar ouvidos, o escritor continua sua caminhada. Ao retornar pra casa, não encontra Medora, mas ao descer no sótão, desenterra um segredo que vai chocar a todos.



Cara, o filme anda, anda, anda e não chega a lugar nenhum. De filme misterioso, ele passa a ser um filme confuso. Histórias que não são finalizadas, deixam claro a falta de comprometimento com a lógica. Não que tenha que ser explicado tim tim, por tim tim. Mas tem que existir uma explicação que não seja  a que eu tenho na cabeça. 



A fotografia é o ponto forte do filme. As atuações são boas, mas acabam ficando confusas por conta do roteiro. Resumindo, de filme e histórias promissoras, passa a ser uma trama confusa e aparentemente sem sentido. Ou eu não acompanhei alguma metáfora. 

RR



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