ESTRADA PARA PERDIÇÃO, 2005




O diretor Sam Mendes fez sua estreia em 1999 com o premiadíssimo Beleza Americana. Acabou "mordendo" o Oscar e o Globo de ouro como melhor diretor. O filme fala por si só. Com os prêmios debaixo do braço, escalou Tom Hanks, Paul Newman, Daniel Craig e Jude Law para o roadmovie Estrada para Perdição, de 2002. O filme conta a história de um prestador de serviços pra máfia irlandesa na década de 30. Baseado em uma história em quadrinhos, começou a ganhar vida ainda quando Tom Hanks filmava Náufrago.  



Após um desentendimento com um membro da família com a qual trabalhava (Craig) , Michael Sullivan tem seu filho e sua mulher assassinados. Sabendo que o mandante do assassinato fora o filho de John Rooney (Paul Newman), Mike vai ao encontro de John pra realizar sua vingança. John entende a dor de Sullivan, mas não vai entregar seu filho, a essa altura já escondido por Al Capone, para a vingança de Mike. Sullivan resolve então, junto com seu filho, se apossar de todo o dinheiro que Capone mantinha guardado em bancos. A ideia dele é que Capone seja pressionado perdendo dinheiro e acabe entregando Connor Rooney. 




Paul Newman dispensa qualquer tipo de comentários. Sua voz, rouca e cansada irradia numa brilhante atuação. A cena em que Mike e John se encontram nos fundos de uma igreja é histórica. Vemos um embate de gerações que dá gosto. Apesar de Newman sobressair , Hanks não se intimida hora nenhuma. Ambos ficam de igual pra igual. Craig está espetacular como o filho destemperado e invejoso da relação de seu pai com Mike. 

Jude Law faz um assassino de aluguel que tem o costume de fotografar suas vítimas. Papel que caiu como uma luva. Sua cara e trejeitos de doente dão mais valor a sua atuação. Repare nas unhas dele! Encarnou o papel. 



Considero Mike Sullivan como um dos melhores personagens já criados. Muito seguro, tem uma forte empatia com seu filho interpretado pelo jovem ator Tyler Hoechlin. As cenas em que ele não quer se mostrar frágil em meio ao caos são excelentes. Uma outra coisa é que não estávamos acostumados a ver Tom Hanks com armas, ou interpretando um anti herói, um personagem violento. Temos um ator no auge da sua carreira dando vida a um personagem fantástico. 

Destaque para a fotografia de Conrad Hall, vencedor do Oscar. O terceiro, já que antes havia ganho por Butch Cassidy and Sundance kid e Beleza Americana. Um filme pra guardar. Item obrigatório.



RR


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