BILLY ELLIOT, 2000





- O que você sente quando dança?
- Me sinto como um pássaro, voando. É como eletricidade.


Billy Elliot, de 2000 é a estréia de Stephen Daldry em longa metragem. O talentoso diretor pegou o roteiro brilhante de Lee Hall e o transformou num clássico. Nas mãos de um diretor menos atento, poderia ter ido por água abaixo. Ainda bem que não foi.




O filme se passa na Inglaterra na década de oitenta, numa época de alto índice de desemprego. Jackie Elliot (Gary Lewis) trabalha nas minas junto com seu filho Tony (Jamie Draven). Em meio as greves, a família se sustenta como pode.



Certo dia, o pai envia Billy (Jamie Bell, excelente) para fazer boxe numa academia próximo de casa. Chegando lá, o salão estava temporariamente sendo usado também pra aulas de balé. Ao ver, Billy fica encantado com o esporte e decide fazer, sem contar ao pai. Sua professora, Sandra Wilkinson (Julie Walters) vê em Billy um potencial para dança e decide investir no garoto. Quando o pai descobre, o coloca de castigo. A professora então o convence que Billy tem talento e diz que ela mesma irá pagar pela viagem dele a Londres para fazer um teste Royal Ballet School.



É isso. Contar mais estraga. Jamie Bell está espetacular como o confuso Billy. Um garoto introvertido que vê na dança uma maneira de extravasar sentimentos. As cenas de dança são espetaculares, mas o destaque maior é quando ele vai dançando pela rua, numa tomada clássica. É lindo de ver. Julie Walters também dá um show como a professora rígida.  

O filme teve três indicações ao Oscar: melhor diretor, melhor atriz coadjuvante (Walters) e roteiro original. 

RR


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