AMOR A QUEIMA ROUPA, 1993
thegalileo.com.zap
Hoje vou falar de um filme com uma importância fundamental para a carreira cinematográfica de Quentin Tarantino: Amor a Queima Roupa ( True Romance ), de 1993. Esse é um dos filmes que eu alugava várias vezes pra ver em casa, em dias de folga. Mas, fanático, porque o filme é o mais importante do diretor? Poque foi com a venda desse roteiro que ele conseguiu fazer sua estréia, Cães de Aluguel, de 1992. Reza a lenda que Tarantino deu Cães de Aluguel e True romance na mão do diretor Tony Scott. O diretor ficou impressionado e queria fazer os dois, mas Tarantino deu a opção de ele escolher somente um. Fico imaginando o que aconteceria se Tarantino fizesse Amor.... e Scott fizesse Cães de aluguel.... Nunca saberemos. Vale lembrar que usaram o roteiro com linha central, porque na verdade ele foi reescrito, inclusive com mudança no final, o que não agradou Tarantino.
moviehole.net
O filme é um desfile de astros, talvez maiores antes do que agora: Christian Slater, Patricia Arquete, Christopher Walken, Dennis Hopper, Gary Oldman, James Gandolfini (EXCELENTE), Michael Rapaport, Bronson Pinchot, Chris Penn, Tom Sizemore, Samuel L. Jackson, Val Kilmer (VOZ) e Brad Pitt. Ufa! Tá certo que alguns aparecem bem pouco, mas não custa dar uma moral. O filme conta a história de Clarence Worley ( Slater ) um apaixonado por Elvis que acaba se envolvendo com uma prostituta (Arquete), que ele ganhou de presente de aniversário (!?!?). Na confusão, ele acaba roubando uma mala entupida de cocaína, que pertence ao chefe do tráfico local. Show, né?
screencrush.com
Gente, o filme é uma sucessão de personagens caricatos. Vou dar alguns exemplos: Val Kilmer interpreta a voz do Elvis, que fica dentro da cabeça do Clarence. Gary Oldman faz um traficante jamaicano (?!?!?!?!). Aliás, ele é um capítulo a parte. Ele brilha! Tom da voz, trejeitos, olhares, tudo que um bom ator precisa, ele tem o dobro, ou o triplo. Um dos atores mais brilhantes da sua geração. Christopher Walken também está inesquecível e protagoniza, junto com Hopper, o melhor diálogo do filme. Quem já viu, a conhece como a cena do Siciliano. Hopper, pai de Clarence, acaba pego pela máfia Siciliana, a quem pertencia a droga que, acidentalmente roubada. De cara, Vincenzo Cocctti ( Walken ) pergunta "Você sabe quem sou eu?" Pela negativa da resposta, ele emenda: " Eu sou o Anti Cristo. Pode dizer aos céus que você nunca viu o mal tão personificado quanto na face do homem que te matou". Sinistro. No desenrolar do diálogo, sabendo que vai morrer, Cliford resolve dar o troco em Vincenzo com uma aula de história. A cena é um primor. Hopper, sarcasticamente, liga os Italianos a invasão dos Mouros, portanto, Vincenzo seria meio "berinjela". A cena vai estar no final do post.
Com cenas icônicas, o filme destila diálogos ácidos e sarcásticos no melhor estilo Tarantino. O roteiro pode ter sido modificado, mas a essência tá lá, intacta, tendo seu ápice em mais duas tomadas. O confronto entre Alabama e Virgil e a cena final, num tiroteio entre TODOS os personagens do filme. Item obrigatório.
.



Quentin.... Esse é o cara.
ResponderExcluirSem dúvidas! :)
Excluir